Florianópolis, 12 de junho de 2026 — As exportações de Santa Catarina somaram US$ 5 bilhões no acumulado de janeiro a maio de 2026, crescimento de 2,5% sobre o mesmo período do ano anterior. O resultado consolida a pauta exportadora catarinense como uma das mais diversificadas e resilientes do Sul do Brasil, com carnes de aves e suínas liderando o volume e motores elétricos entre os cinco principais produtos vendidos ao exterior.
O mês de maio, isoladamente, marcou o melhor desempenho mensal do ano: US$ 1,2 bilhão em exportações, alta de 11,2% sobre maio de 2025, puxada pelo forte embarque de proteínas animais para o mercado japonês, que registrou expansão de 85,8% nas compras de produtos catarinenses no período.
PAUTA EXPORTADORA
No acumulado do ano, as carnes de aves ocupam a liderança com US$ 1,08 bilhão, seguidas pelas exportações de carne suína, com US$ 721,30 milhões. Os motores elétricos completam o pódio com US$ 260,20 milhões, revelando a diversificação da base industrial catarinense além do complexo proteico. A soja soma US$ 253,98 milhões e a madeira serrada fecha os cinco primeiros com US$ 161,57 milhões.
Para Gilberto Seleme, presidente da Federação das Indústrias de SC (FIESC), os dados comprovam a solidez do modelo produtivo estadual. “A recuperação das exportações está ancorada na competitividade do complexo de proteína animal, que lidera a pauta exportadora catarinense, e também na diversidade produtiva e na capacidade de adaptação de cadeias industriais de maior valor agregado”, afirmou.
PRINCIPAIS DESTINOS E IMPORTAÇÕES
No acumulado de janeiro a maio, a China se manteve como principal destino, absorvendo US$ 518,73 milhões. Os Estados Unidos ficaram em segundo com US$ 456,98 milhões, seguidos pelo Japão (US$ 396,14 milhões), Argentina (US$ 335,69 milhões) e México (US$ 280,97 milhões).
No campo das importações, o período registrou US$ 14,9 bilhões, alta de 5,8% sobre 2025. O pesquisador Ailton Manoel Pereira Junior, do Observatório FIESC, aponta que o crescimento das compras externas reflete a retomada da atividade industrial no estado, com insumos abastecendo linhas de produção locais. O cobre refinado liderou as compras externas com US$ 718,39 milhões, e a China permaneceu isolada como maior fornecedor, com US$ 6,48 bilhões.

