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Florianópolis, 21 de abril de 2026 – Florianópolis confirmou que vai quitar R$ 13,9 milhões em precatórios ainda neste ano, resultado do segundo edital de acordos diretos realizado em parceria com o Tribunal de Justiça de Santa Catarina. Foram 255 acordos homologados, que permitem ao município antecipar pagamentos a credores e, ao mesmo tempo, reduzir o valor efetivamente desembolsado. Com o deságio aplicado — entre 20% e 40% sobre o valor original de cada precatório —, Florianópolis pagará aproximadamente R$ 10,8 milhões para quitar uma dívida de R$ 13,9 milhões. A diferença, superior a R$ 3 milhões, permanece nos cofres públicos.

O modelo funciona como uma negociação direta entre o município e os credores. Precatórios são dívidas judiciais que o poder público é condenado a pagar, mas que normalmente entram numa fila que pode se estender por anos. Quem aceita o acordo direto abre mão de um percentual do valor a receber, mas ganha a certeza de receber mais rápido — sem esperar a ordem cronológica tradicional. Para o município, pagar menos do que deve e liberar passivo judicial representa um duplo ganho: econômico e de credibilidade fiscal.

A experiência acumulada com o modelo

O primeiro edital, realizado em 2025, já havia demonstrado que o mecanismo funciona. Foram mais de 200 propostas recebidas, com 245 consideradas válidas, e acordos que totalizaram R$ 23,1 milhões após os deságios — gerando economia de quase R$ 6,9 milhões para o município. A segunda rodada amplia essa experiência e consolida o mecanismo como parte permanente da gestão fiscal de Florianópolis. Além da economia direta, a quitação dos precatórios reduz o endividamento formal do município, o que melhora indicadores de capacidade de crédito e pode abrir espaço para novos financiamentos em outras áreas.

O efeito sobre a economia local

Do lado de quem recebe, os R$ 10,8 milhões pagos ao longo de 2026 entram na economia de Florianópolis como consumo, investimento ou pagamento de dívidas — movimentando setores locais. A Secretaria da Fazenda tem acompanhado esse efeito de circulação desde o primeiro edital e o apresenta como argumento adicional para justificar o modelo. A tendência, com a aceleração dos acordos, é de redução progressiva do estoque de precatórios pendentes, tornando as contas do município progressivamente mais previsíveis e saudáveis.