Florianópolis, 24 de julho de 2026 — O Produto Interno Bruto catarinense avançou 2,9% no acumulado de 12 meses até março de 2026, segundo o Boletim de Indicadores Econômico-Fiscais da Secretaria de Estado do Planejamento, superando a média nacional de 2% no mesmo período.

Serviços Puxam O Crescimento

O setor de serviços foi o principal motor da economia estadual, com alta de 4,1%, impulsionado pelos segmentos técnicos e profissionais (9,6%), pela administração pública (8,3%) e pelos serviços de informação (5,3%).

Agropecuária E Comércio Em Alta

A agropecuária cresceu 3,1%, com destaque para a pecuária, que avançou 4,4% com recordes de faturamento na exportação de aves e suínos. O comércio catarinense acumulou alta de 2,3% em 12 meses, contra 0,2% no país, colocando o estado na quinta posição entre as maiores economias brasileiras em crescimento do varejo.

Indústria Com Desempenho Desigual

Na indústria, a produção de alimentos cresceu 4,9%, beneficiada pela pecuária, enquanto a fabricação de veículos recuou 17% no período. A indústria de transformação catarinense se manteve estável, enquanto a nacional retraiu 0,9%, reflexo de juros altos, crédito restrito e barreiras tarifárias no comércio internacional.

Mercado De Trabalho Em Destaque

Santa Catarina registrou a menor taxa de desocupação do Brasil no primeiro trimestre, de 2,7%, frente a uma média nacional de 6,1%. O estado criou 63 mil vagas formais até abril, o terceiro maior saldo do país, e o rendimento médio do trabalhador catarinense chegou a R$ 4.298, acima da média nacional de R$ 3.722.

O secretário estadual do Planejamento, Arão Josino, destacou que o mercado de trabalho continua sendo um dos principais pilares da economia catarinense, com os menores índices de informalidade e subutilização da força de trabalho do país.