Florianópolis, 7 de outubro de 2026 – A piscicultura de Santa Catarina produziu 60.273 toneladas de peixes em 2025, alta de 11,6% sobre o ano anterior e o maior crescimento dos últimos dez anos. A tilápia respondeu por 82,9% desse volume, com 50 mil toneladas, de acordo com o balanço do Observatório Agro Catarinense, da Epagri.

O resultado veio depois de dois anos de estabilidade. Em 2023 e 2024, a produção estadual ficou perto de 54 mil toneladas. Em 2015, o volume era de 43,4 mil toneladas.

A Tilápia No Centro Do Crescimento

A produção de tilápia passou de 44,4 mil para 50 mil toneladas em um ano e foi o principal motor da alta do setor. As carpas somaram 8,2 mil toneladas, ou 13,6% do total, e têm peso social entre os piscicultores amadores.

Bagres, como jundiás e catfish, chegaram a 1,1 mil toneladas. As trutas somaram 0,5 mil tonelada, mesmo volume das demais espécies.

Mais Peixe, Preço Menor

A piscicultura comercial movimentou diretamente R$ 368,8 milhões em 2025. O aumento da produção não se refletiu no faturamento na mesma proporção, porque o preço da tilápia caiu ao longo do ano.

Onde O Peixe É Criado

Entre os municípios com maior produção de peixes estão Armazém, Massaranduba, Rio Fortuna, São Martinho, Joinville, Grão-Pará, Braço do Norte, Schroeder, Cunha Porã e São Ludgero. A tilapicultura se concentra nos litorais Sul e Norte, no Alto Vale do Itajaí, no Oeste e no Extremo-Oeste.

Parte do avanço tem origem na genética. A linhagem de tilápia SC04, desenvolvida no programa de melhoramento do Centro de Desenvolvimento em Aquicultura e Pesca da Epagri, em Itajaí, foi selecionada para o clima e as condições de cultivo do estado.

Sc No Ranking Nacional

No levantamento da Associação Brasileira da Piscicultura (Peixe BR), que usa metodologia própria, Santa Catarina aparece em quarto lugar na produção de tilápia, com 63,4 mil toneladas em 2025 e alta de 7,28%.

O Paraná lidera com 273,1 mil toneladas, seguido por São Paulo, com 93,7 mil, e Minas Gerais, com 77,5 mil. Com a produção de volta ao crescimento, o desafio do setor catarinense passa a ser transformar o volume maior em renda para o produtor.