Imagem gerada por IA.

Santa Catarina, 7 de maio de 2026 – Existem atos que não precisam de grandes gestos para deixar marcas profundas. Doar sangue é um deles — e o Centro de Hematologia e Hemoterapia de Santa Catarina (HEMOSC) aproveita o Dia da Família para transformar esse gesto individual em um ato coletivo, convidando pais, filhos, irmãos e amigos a fazerem juntos uma das contribuições mais concretas que qualquer cidadão pode oferecer à saúde pública. A iniciativa reforça uma mensagem que o HEMOSC carrega há décadas: o sangue não tem substituto, e sua única fonte é a generosidade de uma pessoa saudável.

O Desequilíbrio que Preocupa

Os números que sustentam esse apelo são contundentes. Em 2025, a demanda por transfusões de sangue em Santa Catarina cresceu 30% em relação ao ano anterior, enquanto o volume de doações aumentou apenas 5% no mesmo período. Esse desequilíbrio entre oferta e procura se agrava nos meses de outono e inverno, quando as temperaturas mais baixas costumam afastar os doadores dos hemocentros. Em 2025, o HEMOSC realizou 120 coletas externas, mais que o dobro do registrado em 2024, numa estratégia de ir ao encontro da população onde ela está.

Como e Onde Doar

O HEMOSC conta com sete hemocentros distribuídos pelo estado — em Florianópolis, Criciúma, Chapecó, Joaçaba, Lages, Blumenau e Joinville — e duas Unidades de Coleta em Tubarão e Jaraguá do Sul. A instituição é responsável por 98% de todo o sangue coletado e distribuído em Santa Catarina, abastecendo hospitais e clínicas em todas as regiões. As doações acontecem mediante agendamento pelo site hemosc.org.br, onde também estão disponíveis os requisitos, os horários de atendimento e os endereços de cada unidade. Para participar, é preciso ter entre 18 e 65 anos, pesar acima de 50 kg, estar em boas condições de saúde e comparecer alimentado, evitando refeições gordurosas nas quatro horas anteriores à doação.

Para a diretora-geral do HEMOSC, Patrícia Carsten, o Dia da Família é uma oportunidade singular para transformar a doação de sangue em um hábito que passa de geração em geração. Levar um filho, um pai ou um amigo para fazer a doação juntos é mais do que um gesto simbólico — é um ato de cidadania que pode determinar a diferença entre a vida e a morte de alguém que, naquele momento, depende de uma transfusão num hospital catarinense. Uma única doação pode salvar até quatro vidas. Compartilhe essa informação e faça parte dessa corrente de solidariedade que mantém Santa Catarina viva.