Vale do Rio Canoas, na Serra Catarinense, onde será construída a nova Pequena Central Hidrelétrica da Celesc. Imagem ilustrativa gerada por inteligência artificial | Space SCVale do Rio Canoas, na Serra Catarinense, onde será construída a nova Pequena Central Hidrelétrica da Celesc. Imagem ilustrativa gerada por inteligência artificial | Space SC

Florianópolis, 13 de junho de 2026 — A Celesc (Centrais Elétricas de Santa Catarina) avança no projeto de uma Pequena Central Hidrelétrica (PCH) no Rio Canoas, entre São José do Cerrito e Curitibanos, com investimento previsto de mais de R$ 300 milhões e capacidade de geração de 30 megawatts. A obra deve reforçar a matriz energética da Serra Catarinense e do Meio-Oeste, com obras estimadas para começar em 2028 e conclusão prevista para 2030.

O projeto, adquirido de uma empresa que optou por mudar seu portfólio, representa a expansão da atuação da Celesc no segmento de geração própria de energia. A estatal catarinense conduz atualmente a revisão do projeto básico, com estudos de hidrologia, viabilidade ambiental e potencial de geração, e aguarda a obtenção da Licença Ambiental de Instalação (LAI) para avançar ao processo de licitação.

ESTRATÉGIA ENERGÉTICA

A gerente do Departamento de Engenharia e Projetos da Celesc Geração, Estela Cristina Müller, detalha a lógica do investimento. “A Celesc identificou a oportunidade de compra para expandir seu braço de geração de energia”, explica, acrescentando que a modalidade de PCH é “altamente rentável” e que a empresa busca crescer no segmento para ampliar a oferta de energia limpa no sistema interligado nacional.

O diretor de Operação e Serviços da Celesc, Elói Hoffelder, posiciona o investimento dentro de uma estratégia maior: “ampliar sua atuação em geração própria, contribuindo para a segurança energética e o desenvolvimento sustentável de Santa Catarina.”

IMPACTO REGIONAL E CONTROLE AMBIENTAL

A construção da usina exigirá o alagamento de uma área além da calha atual do Rio Canoas, impacto que a Celesc classifica como “menos expressivo” do que o de grandes hidrelétricas. A empresa afirma que todo o processo de monitoramento ambiental será conduzido de forma controlada para preservar a hidrologia e o ecossistema local.

Para as regiões afetadas, a expectativa é de maior estabilidade no fornecimento de energia. “O empreendimento vai trazer maior estabilidade e reforço para o sistema elétrico, diminuindo riscos de oscilações”, afirma Estela Müller. O prazo de obras é de aproximadamente 30 meses após a licitação.