Palhoça, 01 de julho de 2026 — Há quatro anos, um terreno de família estava alocado para outros fins na Avenida Elza Lucchi, no bairro Ponte do Imaruim. Foi Igor, marido de Ana Luiza, quem primeiro enxergou outra possibilidade: montar um food park num momento em que o formato começava a se expandir pela Grande Florianópolis. A ideia chegou até Ana Paula, irmã de Ana Luiza, e seu marido Michel, junto com o convite para uma parceria. O casal, que já empreendia, topou na hora.
Foi assim que os dois casais, junto com os pais das irmãs, se tornaram sócios do Alameda. A divisão de papéis acompanhou a habilidade de cada um: o pai cuida das obras e manutenções, a mãe acumula o financeiro com um olho afiado para arquitetura, Igor e Michel respondem pela área comercial e fornecedores, Ana Luiza pelo RH e financeiro, Ana Paula pelo marketing. “A gente conseguiu pegar a habilidade de cada um e foi distribuindo para cada membro da família”, conta Ana Paula.
UM COMEÇO DIFERENTE
O Alameda de hoje não é o Alameda do início. Quando abriu, o espaço tinha uma tenda, mesas simples e nada mais. Sem telão, sem o espaço kids estruturado, sem a área coberta que hoje recebe fila de espera nos fins de semana. A expansão aconteceu por etapas, sempre dentro do que o caixa permitia: primeiro as cadeiras e mesas novas, depois o telão, pensado para manter o movimento nos meses de inverno. O espaço kids mudou de posição dentro do parque três vezes até chegar onde está hoje.
“Em quatro anos, todos os anos, a gente fez alguma coisa. Sempre tem uma obra rolando. Nem que seja uma pintura na parede”, diz Ana Paula. A palavra que volta o tempo todo na conversa das irmãs é inquietude, e ela explica boa parte do percurso: o Alameda saiu de uma estrutura enxuta para um food park com mais de 40 funcionários somados.
O POSICIONAMENTO QUE GUIOU CADA DECISÃO
Essa expansão, porém, não aconteceu no improviso. Desde o início, as irmãs tinham clareza sobre quem era o público do Alameda: famílias, grupos de amigos, aniversários, confraternizações de empresa. Um ambiente acolhedor e tranquilo, sem o apelo de balada que marcava outros espaços da região. A definição não ficou no papel. Moldou a seleção das operações gastronômicas, a playlist, os músicos convidados, a iluminação, o mobiliário, a posição do espaço kids. “Todas as ações convergem para esse objetivo. A nossa playlist, os nossos músicos, tudo isso converge para o que a gente quer”, explica Ana Paula.
A inspiração para a última grande reforma veio de São Paulo, cidade que o grupo visita todo ano para benchmarking em restaurantes e food parks. Da viagem, trouxeram referências de ambientes e contrataram um profissional de arquitetura para materializar a identidade do espaço. “A gente foi juntando um pouco de cada lugar que a gente via e trazendo pra cá”, diz Ana Luiza.
AS OPERAÇÕES ESCOLHIDAS A DEDO
O mesmo critério valeu para o cardápio. O Alameda tem sushi, camarão, batata, crepe, hambúrguer, e a novidade mais recente é o Guacamole, primeira operação de comida mexicana do parque e a primeira filial da marca em Palhoça. A chegada não foi casual: o Alameda precisava ampliar a oferta gastronômica, o Guacamole buscava endereço para uma primeira operação na cidade, e os dois lados entenderam que o encaixe fazia sentido.
A lógica por trás de cada escolha segue um critério simples: a comida tem que ser boa. “Qualquer opção que a pessoa escolhe aqui, ela escolheu uma boa opção. Isso é muito difícil em outros lugares”, diz Ana Paula. E há um dado que as irmãs citam com orgulho: todas as operações que abriram com o Alameda ainda estão lá. Nenhuma saiu desde o início. As reuniões periódicas entre o parque e as operações ajudam a manter esse alinhamento. “A gente tem muito de integrar e ter uma gestão bem ativa. Existe muito escuta, muita troca”, diz Ana Luiza.
FILAS E RECORDES
O resultado de tudo isso aparece na fila da porta. O movimento crescente virou problema do bom tipo: o Alameda ampliou o espaço porque precisava de mais mesas, e mesmo depois da ampliação continua abrindo mesas extras nos picos. “A gente até brinca: daqui a pouco a gente vai crescer. Pra onde vamos?”, ri Ana Paula. Para quem espera, o parque mantém cortesias e promoções enquanto a fila anda. Toda quinta-feira, caipirinha em dobro com música ao vivo. O bar já registrou dias de movimento que, nas palavras de Ana Luiza, “foram até uma loucura”.
O QUE O ALAMEDA QUER DEIXAR
Perguntadas sobre o que querem deixar como legado, as irmãs são diretas: um ambiente familiar, gastronomia boa em todas as opções e a sensação de pertencimento para quem frequenta. A mesma sensação que, segundo elas, buscam construir dentro da própria equipe. “A gente quer que o funcionário venha aqui e não só tire o seu salário. Que ele sinta que faz parte”, diz Ana Paula.
A entrevista completa com Ana Luiza e Ana Paula está disponível no canal do Space SC no YouTube, no link acima.

