Florianópolis, 05 de setembro de 2025 – Em um marco para a economia catarinense, o setor de tecnologia de Santa Catarina superou oficialmente o do Rio Grande do Sul em faturamento, consolidando-se como a quinta maior potência do Brasil. Com uma receita de R$ 42,5 bilhões em 2024, o estado não apenas ultrapassou seu rival histórico, mas também demonstrou um crescimento de 11%, muito acima da média nacional de 7,7%. Os dados, que redesenham o mapa da inovação no país, foram revelados no estudo Observatório ACATE 2025, lançado durante o Startup Summit, em Florianópolis.

A ultrapassagem é o resultado de uma ascensão meteórica e consistente. Enquanto o setor gaúcho cresceu 2,5%, alcançando R$ 41 bilhões, Santa Catarina acelerou, impulsionada por um ecossistema maduro e diversificado. Hoje, a tecnologia já representa 7,75% do PIB estadual, a terceira maior participação do país, atrás apenas de São Paulo e Rio de Janeiro.

Mas a força catarinense vai muito além do faturamento. O estado é uma verdadeira fábrica de empregos qualificados, ocupando a 3ª posição no ranking nacional de postos de trabalho em tecnologia, com mais de 100.400 profissionais ativos. O crescimento no número de vagas foi de 7,2%, mais que o dobro da média brasileira. O resultado é um salário médio no setor de R$ 5.768, quase o dobro do observado em segmentos tradicionais. Florianópolis se destaca como a capital com a maior densidade de empresas de tecnologia do Brasil.

Para Diego Brites Ramos, presidente da ACATE, os números refletem uma estratégia de longo prazo. “Santa Catarina tem demonstrado que o crescimento do setor de tecnologia não é um fenômeno pontual, mas sim o reflexo de uma construção consistente, baseada em qualificação de talentos, incentivo ao empreendedorismo e um ambiente colaborativo”, afirmou.

O futuro é ainda mais ambicioso. As projeções indicam que o setor pode alcançar um faturamento de R$ 68 bilhões até 2030. O principal desafio para sustentar essa expansão, no entanto, será a mão de obra: a previsão é de que 98 mil novas vagas sejam abertas até 2027, criando uma corrida por talentos para manter o motor da inovação catarinense em alta velocidade.

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