Florianópolis, 30 de janeiro de 2026 – O projeto que já vigia aeroportos e rodoviárias com sucesso é apenas o começo de uma revolução na segurança pública. O Governo do Estado detalhou nesta semana o plano de expansão do sistema de reconhecimento facial, estabelecendo a meta ambiciosa de cobrir as principais cidades e rotas de fuga catarinenses até 2028. A iniciativa visa criar um “cinturão digital” de monitoramento inédito na América Latina, integrando todas as forças de segurança.
O cronograma técnico prevê a instalação de câmeras inteligentes e de alta resolução em pontos de grande circulação de pessoas, entradas e saídas de municípios e áreas turísticas estratégicas. O software, baseado em inteligência artificial, cruza dados biométricos em tempo real com o Banco Nacional de Mandados de Prisão. Os testes iniciais realizados na temporada de verão já resultaram na captura de dezenas de foragidos da justiça de outros estados, sem a necessidade de disparar um único tiro ou realizar abordagens invasivas.
Apesar da comprovada eficiência policial, o projeto levanta debates importantes sobre privacidade e uso de dados. O governo, no entanto, garante que o sistema está totalmente blindado pela Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) e que as imagens de cidadãos sem pendências judiciais são descartadas automaticamente, sem armazenamento. A tecnologia é apresentada como uma ferramenta cirúrgica: invisível para o cidadão de bem, mas implacável para o criminoso.
Para as autoridades de segurança, essa modernização é o único caminho viável para manter os índices de criminalidade de Santa Catarina nos níveis de países desenvolvidos, mesmo com o crescimento populacional. O investimento em inteligência e tecnologia reduz a necessidade de policiamento ostensivo em cada esquina, otimizando o efetivo policial para atuar onde a presença humana é realmente necessária e insubstituível.
Fonte da informação: gazetadopovo.com.br


