Navegantes, 27 de maio de 2026 — A Petrobras assinou contratos de R$ 11 bilhões — equivalente a cerca de US$ 2 bilhões — com a multinacional norueguesa DOF Group para a construção, afretamento e prestação de serviços de quatro embarcações de apoio submarino no estaleiro Navship, em Navegantes, no Litoral Norte de Santa Catarina. O acordo, firmado dentro do Programa Mar Aberto da estatal, deve gerar aproximadamente 7 mil empregos diretos e indiretos na região ao longo das fases de construção e operação.
O QUE SERÁ CONSTRUÍDO
As quatro embarcações são RSVs — navios de apoio a ROVs (veículos submarinos operados remotamente), usados em operações de inspeção, manutenção e reparo no fundo do mar em águas profundas. Cada navio terá cerca de 98 metros de comprimento e capacidade para até 58 pessoas embarcadas, além de guindastes submarinos e dois ROVs de superfície. Os contratos têm duração de 12 anos para cada embarcação e fazem parte das operações críticas da Petrobras no pré-sal.
Os navios serão classificados como “embarcações verdes”, com sistema híbrido de propulsão — medida que alinha o projeto às exigências ambientais crescentes da indústria de petróleo e gás em nível global.
EMPREGOS E CONTEÚDO LOCAL
A projeção da Petrobras é de 1,5 mil empregos diretos e 5,6 mil indiretos ao longo das fases de construção e operação. A empresa também prevê alcançar até 80% de conteúdo local durante a construção e cerca de 90% na fase operacional — números que indicam forte ancoragem da cadeia produtiva em solo catarinense.
Flavio Bretanha, gerente executivo de Sistemas Submarinos da Petrobras, destacou o modelo que viabilizou o contrato: “A gestão atual da Petrobras ampliou o número de fornecedores por meio da simplificação de especificações, aumentando a competitividade e aquecendo o mercado naval, com maior volume de propostas qualificadas.”
NAVEGANTES COMO POLO NAVAL
O estaleiro Navship já opera em Navegantes e passa a receber um dos maiores contratos de construção naval do Brasil nesta década. Para o Litoral Norte, a chegada de uma encomenda desta escala representa um salto direto na base industrial da região — que combina o Porto de Itajaí, a atividade logística crescente de Navegantes e agora uma âncora de produção naval de classe mundial.


