Balneário Camboriú, 13 de julho de 2026 — O litoral catarinense vive um momento de expansão da aviação executiva que já começa a movimentar setores muito além dos aeroportos. Três projetos em andamento na região, o AeroPark Camboriú, o aeroporto Campo Comandantes em Itajaí e o Aeroporto Internacional de Navegantes, somam investimentos que ultrapassam R$ 2 bilhões e reposicionam o litoral norte como polo de negócios ligados à aviação.
O MAIOR PROJETO: AEROPARK CAMBORIÚ
O AeroPark Camboriú prevê investimento de aproximadamente R$ 1 bilhão, totalmente custeado pela iniciativa privada, em uma área de mais de 2,2 milhões de metros quadrados na cidade de Camboriú. O complexo vai reunir mais de 200 hangares, terminal aeroportuário, áreas corporativas, condomínios e um parque tecnológico voltado à inovação.
O projeto também prevê a instalação de uma Microzona de Processamento de Exportação (ZPE), instrumento que oferece incentivos para empresas voltadas ao mercado internacional. O prefeito de Camboriú, Leonel Pavan, recebeu recentemente o documento que formaliza o interesse dos investidores em avançar com o empreendimento, dando início às etapas de licenciamento.
ITAJAÍ APOSTA NA AVIAÇÃO EXECUTIVA DE LUXO
Em Itajaí, o aeroporto Campo Comandantes recebe um aporte de R$ 400 milhões para ampliação. A pista, que hoje tem mil metros de extensão, passará a ter 1.400 metros de comprimento por 30 de largura, com capacidade para receber cerca de 95% das aeronaves executivas que operam no Brasil.
O projeto deve gerar cerca de 700 empregos diretos e prevê hangaragem para 165 aeronaves, funcionando de forma complementar ao Aeroporto de Navegantes, hoje voltado majoritariamente à aviação comercial.
NAVEGANTES CONSOLIDA CRESCIMENTO
O Aeroporto Internacional de Navegantes encerrou 2025 com 2,3 milhões de passageiros transportados, alta acumulada superior a 50% em relação aos 1,5 milhão registrados poucos anos antes. Ao longo do ano, o terminal registrou 25,4 mil pousos e decolagens.
O fortalecimento da operação de cargas também reposiciona o aeroporto no mapa logístico do estado, ampliando o alcance de empresas catarinenses que dependem do transporte aéreo para acessar novos mercados. A combinação dos três projetos indica que o litoral norte deve seguir atraindo investidos ligados à aviação nos próximos anos.
