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Florianópolis, 27 de janeiro de 2026 – Enquanto o cenário nacional busca estabilidade, Santa Catarina acelera e se descola da média. Dados divulgados hoje pelo Banco Central confirmam que o estado registrou um crescimento robusto de 4,9% na atividade econômica (IBC-Br) no acumulado do último ano. O índice coloca SC na liderança isolada do ranking nacional, superando em mais que o dobro a média brasileira para o mesmo período, um feito que reforça a resiliência do modelo produtivo local.

O resultado foi impulsionado principalmente pela diversificação da matriz econômica. A indústria de transformação, especialmente nos setores metalmecânico e têxtil, e o polo de tecnologia foram os grandes motores desse avanço. Eles foram seguidos de perto pelo setor de serviços, que vive um boom contínuo impulsionado por um turismo que deixou de ser sazonal para se tornar permanente ao longo do ano. O agronegócio, mesmo enfrentando desafios climáticos pontuais, manteve a estabilidade e garantiu um saldo positivo vital na balança comercial.

Um fator decisivo para esse desempenho foi a manutenção do pleno emprego e o aumento da massa salarial real. Com o mercado de trabalho aquecido, o consumo das famílias catarinenses permaneceu em alta, criando um ciclo virtuoso que blinda o comércio local de crises externas. A construção civil também desempenhou papel chave, com lançamentos imobiliários batendo recordes não apenas no litoral, mas em polos regionais como Chapecó e Joinville, demonstrando confiança de longo prazo.

Especialistas e economistas da FIESC apontam que a combinação de segurança jurídica, mão de obra qualificada e uma infraestrutura portuária eficiente criou um “microclima econômico” único. Para 2026, a projeção é que SC continue crescendo acima da média nacional, atraindo investimentos de grandes corporações que buscam refúgio na solidez e previsibilidade do ambiente de negócios catarinense.

Fonte da informação: estado.sc.gov.br