Florianópolis, 12 de novembro de 2025 – Em um dos cenários econômicos mais desafiadores da América do Sul, a indústria catarinense demonstrou uma resiliência e agressividade comercial impressionantes. As exportações de Santa Catarina para a Argentina cresceram 25,2% no acumulado do ano (janeiro a outubro), desafiando a profunda crise econômica e a instabilidade cambial do país vizinho. Os dados, analisados pela FIESC, mostram que a Argentina se consolidou como o quarto maior destino dos produtos de SC.
O que torna esse crescimento notável é o perfil dos produtos exportados. O salto não foi impulsionado por commodities básicas, mas pelo coração da indústria de transformação catarinense. Os principais motores da alta foram motores elétricos, autopeças, cerâmica e produtos do complexo metalmecânico. Isso significa que as fábricas de Joinville, Jaraguá do Sul e do Vale do Itajaí estão conseguindo competir e ganhar mercado em um ambiente notoriamente difícil e protecionista.
A explicação para esse sucesso reside na competitividade da indústria de SC. Mesmo com um vizinho em crise, a qualidade do produto, a eficiência logística (proximidade) e a capacidade de negociação das empresas catarinenses permitiram não apenas manter, mas ampliar drasticamente sua participação no mercado argentino. As empresas locais conseguiram se provar como fornecedores mais confiáveis e ágeis do que concorrentes de outras partes do mundo.
Essa expansão para o Mercosul é vital para a saúde econômica do estado. Em um cenário global onde os principais compradores (China e EUA) também apresentam flutuações, ter um mercado como o argentino crescendo a dois dígitos funciona como uma importante ferramenta de diversificação de risco. Garante a manutenção de empregos qualificados na indústria e a entrada de divisas, provando a adaptabilidade do setor produtivo.
A alta de 25,2% nas exportações para a Argentina é, portanto, mais do que um bom número na balança comercial. É um atestado da tenacidade da indústria catarinense, que não se encolhe diante da crise, mas enxerga nela a oportunidade de demonstrar seu valor e conquistar espaços que, em tempos normais, seriam muito mais disputados.
Fonte da Informação: FIESC.


