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Florianópolis, 13 de maio de 2026 — Santa Catarina encerrou 2025 com a maior taxa de doadores efetivos de órgãos do Brasil: 42,8 por milhão de população (pmp), mais do que o dobro da média nacional, que ficou em 20,3 pmp. A menor taxa de recusa familiar do país, de 32%, completa um conjunto de indicadores que coloca o estado como referência nacional no setor há mais de duas décadas. Os dados foram divulgados pela Associação Brasileira de Transplantes de Órgãos (ABTO).

Em 21 anos de história, Santa Catarina liderou o ranking nacional de doação de órgãos em 15 oportunidades e ficou em segundo lugar nas demais. Ao longo desse período, cerca de 26 mil pessoas receberam órgãos, tecidos ou células no estado, com beneficiados também em outras unidades da federação. Em 2025, a Central Estadual de Transplantes registrou 804 notificações de potenciais doadores, correspondendo a uma taxa de 98,2 notificações pmp — índice muito acima da média nacional de 74,7 pmp.

EFICIÊNCIA NA CONVERSÃO DE DOADORES

O estado também se destacou pela capacidade de transformar potenciais doadores em doadores efetivos: 43% de efetivação em relação ao número de notificações — um dos índices mais altos do país, com apenas outro estado superando a marca de 40%. A taxa de não autorização familiar caiu de 70% em 2007 para 32% em 2025, resultado de mais de uma década de investimento em capacitação de equipes de saúde. Segundo a Secretaria de Estado da Saúde, cerca de 3.082 profissionais já foram formados por meio dos cursos de Comunicação em Situações Críticas.

“Esses dados refletem a maturidade do sistema estadual de transplantes. Nos últimos 21 anos, por 15 fomos líderes isolados do processo de doação de órgãos para transplante no Brasil; e nos anos restantes fomos segundo colocado. Os dados de 2025 mostram que a não autorização familiar foi de 32%, a taxa de efetivação foi de 43%, e a taxa de doação de órgãos efetivos foi de 42,8% — todos os melhores resultados do país. Quem vive em Santa Catarina tem as melhores chances de receber um órgão ou tecidos quando precisar”, afirmou o coordenador do SC Transplantes, Joel de Andrade. Qualquer pessoa pode ser doadora de órgãos — não é necessário documento formal, basta comunicar à família o desejo, pois a autorização familiar é obrigatória para a realização do procedimento.