Florianópolis, 27 de outubro de 2025 – Uma iniciativa que une responsabilidade social e pragmatismo econômico está ganhando força em Santa Catarina. Uma parceria firmada entre a Secretaria de Estado da Administração Prisional e Socioeducativa (Sejuri) e uma empresa do setor têxtil está oferecendo oportunidades de trabalho remunerado para detentos dentro de uma unidade prisional. O projeto vai além da simples ocupação do tempo ocioso; ele se insere na política de reintegração social do estado, buscando oferecer qualificação, renda e, principalmente, uma perspectiva de futuro para quem cumpre pena.
O modelo é simples e eficaz: a empresa instala parte de sua linha de produção dentro do presídio, e os detentos selecionados trabalham na confecção de peças, recebendo um salário proporcional à sua produção. Para o reeducando, os benefícios são múltiplos: ele aprende uma profissão, gera renda para si ou para a família, reduz o tempo de sua pena através do trabalho e, fundamentalmente, reconstrói sua autoestima e vislumbra um caminho fora do crime após cumprir sua sentença.
Para a empresa parceira, a iniciativa também traz vantagens. Além do cumprimento de uma função social relevante, que fortalece sua imagem institucional, ela encontra uma mão de obra disponível e pode se beneficiar de contrapartidas ou incentivos previstos em lei para quem emprega detentos. É um exemplo prático de como o setor privado pode ser um agente ativo na construção de soluções para desafios complexos da segurança pública.
A Secretaria de Administração Prisional vê nesse tipo de parceria uma ferramenta poderosa para a gestão do sistema carcerário. O trabalho não apenas reduz a ociosidade e as tensões dentro das unidades, mas é comprovadamente um dos fatores mais eficazes na redução da reincidência criminal. Ao oferecer uma alternativa concreta ao crime através da qualificação e do emprego, o Estado aumenta as chances de que o indivíduo, ao retornar à sociedade, consiga se restabelecer de forma digna e produtiva.
Iniciativas como esta mostram que a questão prisional pode ser abordada de forma mais inteligente e humana. A parceria entre a Sejuri e a indústria têxtil é um microcosmo de uma política de reintegração que aposta no trabalho como principal vetor de transformação. É a prova de que é possível tecer recomeços, oferecendo não apenas punição, mas também oportunidades reais para quem busca uma segunda chance.
Fonte da Informação: Agência de Notícias SECOM (Governo de SC).


