Florianópolis, 20 de janeiro de 2026 – O sistema prisional catarinense fechou o ano de 2025 com um balanço financeiro e social histórico, consolidando-se como modelo de gestão para o país. O Fundo Rotativo, mecanismo responsável por gerenciar a arrecadação proveniente do trabalho de detentos, registrou uma entrada recorde de R$ 32 milhões no último ano. Esse montante não fica parado: ele retorna diretamente para a manutenção e melhoria da infraestrutura das unidades prisionais, reduzindo significativamente o peso financeiro para o contribuinte catarinense.
Atualmente, Santa Catarina ostenta um dos maiores índices nacionais de apenados inseridos em atividades laborais. A chave para esse sucesso é a parceria estratégica com a iniciativa privada. Indústrias de diversos setores instalaram linhas de montagem completas dentro dos complexos penitenciários, beneficiando-se de mão de obra disciplinada e isenções fiscais, enquanto o Estado garante a segurança e a estrutura física.
Além do impacto econômico direto para os cofres públicos, o programa gera um efeito social cascata. Parte da remuneração do detento é enviada à família, garantindo sustento fora das grades e evitando que esses dependentes precisem de assistência social estatal. Paralelamente, o trabalho garante a remição da pena – a cada três dias trabalhados, um dia a menos de reclusão –, o que ajuda a combater a superpopulação carcerária de forma inteligente e produtiva.
Para 2026, a Secretaria de Administração Prisional projeta metas ainda mais ambiciosas. O plano é expandir os convênios com o setor têxtil, de pré-moldados e metalmecânico, transformando mais unidades em verdadeiros polos industriais. O modelo catarinense prova, na prática, que a ressocialização pelo trabalho não é apenas uma medida humanitária, mas uma estratégia de eficiência econômica que fecha a conta para a sociedade.


