Florianópolis, 27 de outubro de 2025 – Em um movimento estratégico para fortalecer um dos pilares de sua economia – a produção de carnes –, Santa Catarina está intensificando o incentivo ao cultivo de sorgo granífero. A iniciativa, coordenada pela Secretaria de Estado da Agricultura e Pecuária, visa apresentar aos produtores rurais uma alternativa viável e rentável ao milho na composição da ração animal. Mais do que diversificar a lavoura, a aposta no sorgo é uma jogada inteligente para aumentar a resiliência do agronegócio catarinense diante das oscilações de preço das commodities e dos desafios climáticos.
Santa Catarina é uma potência na produção de aves e suínos, mas altamente dependente do milho e da soja para a alimentação dos animais – insumos cujos preços são voláteis e impactam diretamente a rentabilidade do produtor. O sorgo surge como um “plano B” promissor. Nutricionalmente similar ao milho para a fabricação de ração, o grão tem a vantagem de ser mais resistente a períodos de seca e a altas temperaturas, características cada vez mais relevantes em um cenário de mudanças climáticas. Além disso, seu custo de produção tende a ser menor.
O programa estadual não se limita a sugerir o plantio. Ele envolve a disseminação de conhecimento técnico sobre as melhores variedades adaptadas ao solo catarinense, o manejo adequado da cultura e a conexão entre os agricultores e a indústria de ração, garantindo um mercado comprador para a nova safra. É um esforço para construir uma cadeia produtiva completa, mostrando ao agricultor que o sorgo não é apenas uma aposta, mas um negócio com potencial de retorno.
Do ponto de vista econômico, a ampliação do cultivo de sorgo pode trazer um alívio significativo para a indústria de carnes, reduzindo a pressão sobre os custos de produção e aumentando a competitividade das exportações catarinenses. Para o agricultor, representa uma nova opção de rotação de cultura, que pode melhorar a saúde do solo e gerar renda em janelas de plantio onde o milho talvez não seja a melhor escolha.
A aposta no sorgo é um exemplo claro de como a inovação no agronegócio vai além da tecnologia de ponta; ela passa também pela inteligência estratégica na escolha das culturas. Ao incentivar essa diversificação, Santa Catarina não está apenas buscando alternativas para a ração animal, mas fortalecendo a sustentabilidade e a resiliência de todo o seu complexo agroindustrial para as próximas décadas.
Fonte da Informação: Agência de Notícias SECOM (Governo de SC).


