Florianópolis, 12 de janeiro de 2026 – Em um cenário global marcado por volatilidade nas cadeias de suprimentos e transição energética, a indústria de Santa Catarina encontrou na cooperação a sua maior fortaleza. A Federação das Indústrias (FIESC) divulgou hoje uma análise detalhada apontando que o modelo associativista, profundamente enraizado na cultura do estado, foi o fator decisivo para o crescimento sustentável e a superação dos obstáculos enfrentados em 2025.
Segundo a entidade, a articulação rápida entre sindicatos patronais, empresas e governo criou um “escudo” contra crises. Essa sinergia permitiu respostas ágeis a gargalos logísticos críticos — como a agilização de obras em rodovias estaduais — e a formulação de políticas fiscais que garantiram a manutenção de milhares de empregos. “O empresário catarinense entende que a competitividade não é isolada; ela depende de um ecossistema onde a malha de fornecedores e parceiros se apoia mutuamente”, destaca o relatório, citando o conceito de “competitividade sistêmica”.
Um ponto crucial levantado pela FIESC foi a aceleração da neoindustrialização através dos Institutos de Inovação e Tecnologia. O relatório mostra que pequenas e médias indústrias (PMEs), que historicamente teriam dificuldades financeiras para investir em digitalização e IA, conseguiram acesso a tecnologias de ponta através de consórcios e uso compartilhado de laboratórios do sistema S. Essa “modernização coletiva” elevou a régua de qualidade dos produtos catarinenses, permitindo que empresas do interior competissem de igual para igual no mercado internacional.
Além da tecnologia, o associativismo foi vital para a agenda ESG (Ambiental, Social e Governança). A troca de know-how entre grandes corporações e suas cadeias de suprimentos acelerou a adequação ambiental do parque fabril, antecipando exigências de mercados compradores. O foco na qualificação profissional de alto nível, via SESI e SENAI, completou o ciclo, formando não apenas operadores, mas gestores de dados e energia limpa.
Para 2026, a FIESC reforça que a estratégia central será a “inovação aberta e colaborativa”. A indústria catarinense prova, mais uma vez, que sua robustez vai além das máquinas: ela reside na capacidade única de organização civil e na força de trabalho qualificada de sua gente.
Fonte da informação: fiesc.com.br


