O Programa Estrada Boa Rural, lançado pelo governo de Santa Catarina em julho de 2025, registra avanço expressivo: quase 200 projetos já foram encaminhados por mais de 170 municípios catarinenses. As propostas em andamento somam mais de 900 quilômetros de pavimentação, com investimento estimado em R$ 1,5 bilhão — considerando recursos estaduais e contrapartidas municipais.

O programa prevê investimentos totais de até R$ 2,5 bilhões até 2027, com a meta de pavimentar 2,5 mil quilômetros de estradas rurais em todos os 295 municípios do estado. Executado, esse volume mais que dobraria a extensão atual de vias municipais com asfalto em SC, que hoje soma cerca de 2 mil quilômetros.

COMO FUNCIONA O PROGRAMA

Cada município pode apresentar até quatro trechos de pavimentação ao longo do programa: um em 2025, outro em 2026 e, havendo saldo remanescente, até dois adicionais em 2027. Os projetos precisam atender critérios técnicos e de impacto econômico — conectar comunidades a vias já asfaltadas, beneficiar pelo menos duas propriedades rurais por quilômetro e estar vinculados a cooperativas, agroindústrias ou escolas locais.

O limite de investimento por município chega a R$ 20 milhões. A contrapartida municipal obrigatória pode ser cumprida com recursos próprios, financiamento subsidiado pelo BRDE e Badesc com juros zero, ou combinação entre ambos. As estradas receberão pavimentação asfáltica com acostamento e emulsão asfáltica ambientalmente sustentável.

IMPACTO NO AGRONEGÓCIO CATARINENSE

O Oeste catarinense, onde a agroindústria responde por parcela expressiva do PIB estadual, é um dos principais beneficiados. O prefeito de Joaçaba, Vilson Sartori, destacou a relevância para o setor: “Grande parte da matéria-prima da agroindústria vem do campo. O governo estadual, ao subsidiar os juros, mostra que está ao lado dos pequenos municípios.”

Além do escoamento da produção, o programa prevê redução de acidentes nas estradas rurais, maior acesso a serviços públicos como saúde e educação e aumento da renda das famílias produtoras. O secretário adjunto de Infraestrutura, Ricardo Grando, ressaltou que a meta é melhorar os acessos no interior e facilitar o escoamento da produção em todas as regiões do estado.